Experiência sem a VISÃO.




Experiência sem a visão.
No final de semana, dias 22 e 23 de Julho de 2006, eu participei de uma experiência no curso de PNL (programação Neurolinguística - METAPROCESSOS) em Curitiba/PR que me concedeu mais um aprendizado.
Este aprendizado ocorreu da seguinte forma:
Na sexta-feira dia 22 /07/2006 formamos duplas, onde definimos pessoa A e pessoa B.
O A seria a pessoa que ficaria sem poder usar a visão por 01 hora e meia, utilizando apenas do meu ombro como guia da pessoa B.
Porém a pessoa B não poderia falar, seria esta a experiência(mudo).
Antes de começar, o orientador e mestre em PNL George pediu que fechássemos os olhos e pedíssemos permissão ao nosso interior, para que ele aceitasse esta experiência e que aproveitasse ao máximo tudo que fosse de importante para nosso desenvolvimento.
Neste primeiro dia eu fui à pessoa B(o mudo que guiaria a pessoa A).
A minha amiga ficou com os olhos vendados, e á guiei até o restaurante dentro do Hotel.
Gente, a pessoa com a venda nos olhos poderia falar á vontade mas o guia não poderia responder.
Ao chegar no restaurante, o cardápio era surpresa para as pessoas com as vendas, pois eu via a comida no Buffet, porém não podia falar nada para ela.
E simplesmente ela me falava (por sinal, sem parar como fosse uma forma de se sentir mais segura) das coisas que não queria comer.
Eu á levei até a mesa, coloquei o copo e o refri em suas mãos para que ela se servisse sozinha e sentisse esta a experiência de avaliar o peso da bebida em seu copo.
Não servi nada em sua boca e tampouco cortei a carne que tinha em seu prato.
Depois descemos as escadas, e levei a minha amiga até a rua para sentir como era atravessar a rua, escutar melhor o barulho dos carros e outras experiências.
Eu sem poder falar me senti muito preso, mesmo enxergando não me senti bem pois eu queria fazer perguntas e outras curiosidades e não podia.
No dia 23/07/2006 foi o meu dia de ficar com os olhos vendados e uma outra amiga (não era a do dia anterior) me guiar.
Fomos ao restaurante e eu pedi que apenas ela levasse minha mão até o talher de se servir nas bandejas, pois eu teria que comer sem saber o que estava pegando.
Fiz o seguinte: só pegava e colocava no prato o suficiente para poder tocar com o dedo e ter a idéia do que era, caso eu conseguisse sentir que era algo que eu gostava, colocava mais. Não fiquei com vergonha de demorar na fila, afinal não estava vendo nenhuma cara feia para mim caso alguém estivesse chateado pela demora. Mi dei bem.
Depois na mesa, falei a minha guia que ela poderia si servir e ficar á vontade que eu me viraria só na mesa.
Ela me disse que eu comi direitinho.
Tentei não fazer feio, ok.
Fui na rua, dar uma volta, subi e desci as escadas, sempre com a ajuda dela, e atravessei a rua também.
A experiência foi interessante porque eu me senti um pouco melhor estando sem visão do que sem poder falar.
Fui muito bem tratado pela minha guia, que foi muito gentil embora ela não pudesse se expressar verbalmente eu pude sentir sua nobreza em me ajudar através da energia.
Moral:
Temos que ser flexíveis, e colaboradores e respeitar todas pessoas com suas limitações.
Um grande abraço á você e á todos do curso que estou participando que são pessoas especiais.
Carlos Nuñes, 24 de Julho de 2006

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